Como está tua Ansiedade?
Casamento, filhos, trabalho, desafios, intolerância, fracasso, enxaqueca, pânico etc.

A maioria das pessoas sente algum grau de ansiedade quase todos os dias.
Você já se sentiu ansioso(a)?
Você fez uma prova para a qual não estava “perfeitamente” preparado?
No último fim de semana você teve um encontro com alguém?
E aquele resultado que está aguardando daqui a alguns dias?
Sempre pensamos no que poderia nos deixar nervosos. Pensar em ansiedade significa remeter-se à modernidade.
O tempo nunca é suficiente para tantas demandas e, para um paciente com TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), o tempo nunca está bom o suficiente, há sempre a necessidade de se fazer melhor.
Você parou para pensar sobre a natureza da ansiedade? O que é?Qual a causa?
Então, a ansiedade é um estado de humor negativo que se caracteriza por sintomas de tensão física e apreensão quanto ao futuro. No geral, quando estamos ansiosos, apresentamos subjetivamente um comportamento de inquietude, preocupação e apreensão com uma resposta fisiológica, que se origina no cérebro, que reflete no elevado batimento cardíaco e na tensão muscular.
Sentir ansiedade é algo bem desconfortável; então, porque parecemos programados para experimentá-la quase toda vez que fazemos algo importante? De forma moderada, a ansiedade é positiva para nós.
No geral, quando estamos ansiosos procuramos melhorar nosso desempenho e nos preparar de forma mais adequada para determinada situação. E o que acontece quando sua ansiedade está elevada (TAG- Transtorno de Ansiedade Generalizada)?
É possível que não passe numa prova porque não se concentrou nas questões. Tudo o que pensa quando está muito ansioso é no quanto será terrível se fracassar. Tem a péssima sensação de que não se pode prever ou controlar acontecimentos futuros.
A intolerância tem um papel muito importante, sendo considerada uma tendência a reagir negativamente em aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais a situações ambíguas e incertas.
Indivíduos com TAG, por serem intolerantes a incertezas, evitam situações ambíguas, entretanto, como a vida é repleta de situações incertas, os indivíduos passam maior parte do tempo, preocupados e vigilantes.
O que pode contribuir para que você desenvolva um transtorno de ansiedade? Existem as contribuições biológicas, onde podemos herdar uma tendência à tensão e ao nervosismo, embora não exista nenhum gene em particular que possa causar a ansiedade.
Assim como as contribuições psicológicas, na infância podemos adquirir a consciência de que os acontecimentos nem sempre estão sob controle. O contínuo dessa percepção pode variar, da confiança em nosso controle sobre todos os aspectos da vida, à profunda incerteza sobre nós mesmos e sobre a capacidade de lidar com eventos futuros.
Exemplo: Se você está ansioso em relação ao dever de casa, pode achar que terá um desempenho ruim no próximo exame e que não há como passar, mesmo que todas as suas notas tenham sido excelentes.
A percepção de que os acontecimentos podem estar fora de nosso controle é mais evidente e pode desenvolver, prematuramente, em função da educação e de outros fatores ambientais.
As contribuições sociais – os acontecimentos estressantes (casamento, divórcio, dificuldades no trabalho, morte de um ente querido etc.) desencadeiam vulnerabilidades psicológicas e biológicas para a ansiedade.
Os mesmos estressores podem provocar reações físicas, como enxaqueca ou hipertensão, e reações emocionais como ataques de pânico. De que forma podemos controlar essa ansiedade patológica (ansiedade elevada)?
O controle pode ser feito através da psicoterapia e, a depender do caso, é indicado o uso do ansiolítico.
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Sobre a Autora
Jasy Santiago
Graduada em Psicologia pela FITS. Responsável pelo serviço de avaliação, suporte e apoio aos pacientes em tratamento na Clínica de Reprodução Dr. Marco Cavalcanti. Experiência profissional na Avaliação Psicológica com abordagem em Terapia Cognitivo Comportamental e Avaliação Psicológica do Casal Infértil.
Proferiu palestra sobre "A questão do estigma: quando a diferença se transforma em marca de exclusão, preconceito e sofrimento". Participou do Curso Jean Piaget e do Congresso Internacional de Avaliação Psicológica.