Infertilidade X Esterilidade - Entenda as diferenças
Muitas vezes tidos como sinônimos, infertilidade e esterilidade não são a mesma coisa.

Segundo pesquisa publicada pela Organização Mundial da Saúde, no Brasil um em cada dez casais sofre com problemas de infertilidade.
Embora, geralmente, questões de infertilidade sejam direcionadas à mulheres, homens também sofrem com o problema.
É considerado infértil o casal que não consegue conceber em um período de um ano a um ano e meio, mantendo relações sexuais frequentes e sem o uso de métodos contraceptivos.
Questões como idade, baixa produção de espermatozoides, obstrução das tubas (trompas), endometriose, obesidade, tabagismo e doenças genéticas, por exemplo, apenas são alguns dos fatores que podem ocasionar infertilidade.
Usada erroneamente como sinônimo para infertilidade, a esterilidade é quando a chance do casal conceber é nula. Já na infertilidade, as chances do casal gerar filhos são reduzidas, e não nulas.
Os casos de infertilidade podem ser classificados de duas formas:
- Primária, quando o casal nunca teve filhos;
- Secundária, quando estes já possuem filhos, mas não conseguem engravidar novamente;
Atualmente existem vários métodos para que casais inférteis possam gerar filhos através de Reprodução Assistida são eles:
- Indução da ovulação com coito programado;
- Inseminação intrauterina;
- Fertilização in vitro e ICSI (injeção de um espermatozoide dentro de cada óvulo).
Os casais estéreis também podem conseguir realizar o sonho do filho se utilizando óvulos doados, espermatozoides doados ou embriões doados (no caso dos dois não terem mais nem óvulos, nem espermatozoides).
Também é possível realizar a Fertilização INVITRO para mulheres que não possuem mais o útero - nesse caso, serão utilizados os seus óvulos, fertilizados pelos espermatozoides do marido, e os 2 melhores embriões transferidos para dentro de um outro útero, que tem que ser parente até 4º grau de um dos dois, o chamado útero de substituição, o mesmo erroneamente chamado de barriga de aluguel, porque não pode haver envolvimento financeiro entre o casal e quem está emprestando temporariamente o útero.
A reprodução assistida envolve uma equipe multidisciplinar que conta com profissionais como ginecologistas, urologistas, embriologistas, enfermeiras, psicólogas e nutricionistas. Por isso casais que desejam ter um filho e estão com dificuldades devem procurar clínicas especializadas.
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Sobre o Autor
Dr. André Luiz Eigenheer da Costa
Atua na área de Reprodução Humana.
Especialista em Ginecologia Endócrina pelo Hospital Pérola Byington - São Paulo e Valladolid – Espanha