Nada em exagero faz bem
Olá queridas leitoras, como estão? Nossa conversa de hoje vem com uma perguntinha inicial: Será que quanto mais melhor em relação a alimentação?

A resposta é:
Nem sempre! Isso mesmo!
Nosso corpo vive constantemente em busca do equilíbrio e, para mantê-lo, precisamos ingerir determinadas substâncias através da alimentação: os nutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, minerais).
Porém, a maior parte das pessoas imagina que, quanto maior a quantidade ingerida, maior será seus benefícios, o que nem sempre é verdade.
Cada pessoa possui sua necessidade específica, que é determinada por diversos fatores como sexo, idade, peso, altura, nível de atividade física e condições de saúde.
Vejamos um exemplo bastante interessante: O consumo de antioxidantes!
Se, em condições específicas, a ingestão equilibrada dentro do contexto de uma alimentação saudável, pode trazer diversos benefícios à saúde, o consumo excessivo pode ser tão prejudicial quanto a sua deficiência.
Como assim?
O excesso de substâncias antioxidantes pode se comportar como oxidantes, podendo causar diversas desordens!
Mais um exemplo?
O consumo excessivo de leite vaca e anemia ferropriva (por deficiência de ferro) em crianças.
Até os 6 meses de idade, o leite materno supre todas as necessidades nutricionais da criança, provendo todos os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento, além de prevenir carências nutricionais. A absorção do ferro é de aproximadamente 50% no leite materno, enquanto a absorção do ferro do leite de vaca, em quantidades semelhantes, é de apenas 10%. Dessa forma, o consumo do leite de vaca durante o período de aleitamento materno exclusivo, pode comprometer a ingestão e absorção de ferro, predispondo a criança à anemia. O aleitamento materno exclusivo deve ser realizado até os 6 meses e continuado até pelo menos os 24 meses de vida. Quando iniciada a alimentação complementar (a partir dos 6 meses), deve-se atentar para a oferta de alimentos ricos em ferro, lembrando da continuidade do aleitamento materno até os 24 meses, que irá atuar de forma conjunta com a dieta complementar (com boas fontes de ferro) para a prevenção da anemia na infância.
Parece incrível, não é?
Mas o excesso de cálcio pode comprometer a absorção do ferro, principalmente o ferro contido nos alimentos de origem vegetal (soja, grão-de-bico, lentilha, melaço de cana, vegetais verdes escuros).
Então, qual o segredo da boa alimentação?
Equilíbrio e individualização, sempre!
Variando sempre os tipos de alimentos que colocamos no prato, fornecemos assim diversos tipos de nutrientes, permitindo o equilíbrio que conversamos no início desse texto.
Seguem algumas regrinhas de ouro:
Quanto mais natural melhor.
Evite o consumo de alimentos industrializados e refeições prontas, que em geral possui quantidades elevadas de sódio, açúcar e gorduras.
Experimente preparar os alimentos com ingredientes naturais, você irá amar o resultado.
Invista nas cores. Lembre-se de colorir o prato, variando o que coloca a cada dia, pois cada pigmento dos alimentos possui uma função específica, ingerindo assim uma maior variedade de nutrientes. Consuma diariamente legumes e verduras como parte das refeições e frutas nos lanches intermediários.
Desperte o prazer de se alimentar bem, dando ao seu corpo o que ele precisa.
Desejo uma ótima semana. É um prazer está por aqui.
Abraços, até mais!
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Sobre a Autora
Samara Bomfim
Nutricionista CRN AL - 15190
Mestranda em Nutrição - UFAL
Pós graduanda em Nutrição Clínica Avançada e Fitoterapia - CESMAC