Não sei se conseguirei engravidar: o que devo fazer?
Essa é uma pergunta que aflige milhões de homens e mulheres em todo o planeta. A aflição é maior porque, entre os inférteis, a imensa maioria não vai atingir o objetivo de engravidar.

Vou explicar algumas razões que impedem essa realização: ter filhos.
A primeira razão está na drástica diminuição da taxa de fertilidade masculina e feminina, em países desenvolvidos e em desenvolvimento, em virtude do adiamento da época para a primeira gestação. Quanto maior o nível econômico e cultural, menor o número de filhos. Quanto mais tardiamente a mulher engravidar, menos filhos ela terá.
A segunda razão, que é uma consequência da primeira, a chance de engravidar espontaneamente diminui com o avançar da idade, principalmente após os 30 anos e piora após 35 anos.
A terceira razão está no ambiente, hábitos e costumes. Cada vez mais é comprovado que fumo, álcool, drogas, poluição, hábitos alimentares, obesidade, uso de anabolizantes, dentre outros, contribuem para baixa qualidade de espermatozoides, óvulos e, consequentemente, embriões. Aqui somamos a epigenética que, embora não altere o DNA, produz alterações nos genes que são transmitidas para os descendentes, a microdeleção do cromossôma Y que torna homens incapazes de fertilizar óvulos sem a ajuda da Reprodução Assitida e a endometriose que impacta negativamente na fertilidade de mulheres em qualquer idade, embora mais frequente acima dos 30 anos.
Uma outra causa, que podemos distribuir nas três primeiras que apresentei, é o ovário policístico e as doenças sexualmente transmissíveis (DST) que normalmente leva à obstrução da tuba (trompa).
A primeira atitude que uma pessoa deve fazer é preservar a fertilidade desde a adolescência: as mulheres devem fazer uma visita ao ginecologista, assim que começar a menstruar, para acompanhar o volume do fluxo e os sintomas para identificar um risco para endometriose e receber orientações sobre DSTs, principalmente clamídia, HPV, HIV e gonorréia; os homens devem fazer um exame simples e rápido (espermograma), que dá resultado imediato e evita ficar sem saber de alguma alteração durante anos e receber orientações sobre DST.
Um ginecologista deveria estar capacitado para fazer esse trabalho de prevenção. Mas a realidade das clínicas de reprodução humana não têm demonstrado isso. Então, se não pode fazer uma avaliação com um especialista, o ideal é perguntar ao seu médico como proceder para essas orientações.
Marco Cavalcanti
Presidente Fertilitycheckonline
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Sobre o Autor
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Dr. Marco Cavalcanti
Criador do TESTEDEFERTILIDADE.COM.BR E FERTILITYCHECKONLINE.COM. Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e formado em Medicina Reprodutiva e Cirurgia da Reconstrução Pélvica pelo South Florida Institute for Reproductive Medicine nos Estados Unidos. Reproduziu num computador o raciocínio de um especialista, através de um software de Inteligência Artificial em Reprodução Humana e Endometriose. Autor do livro "Quero meu Bebê", é o responsável pela geração e nascimento dos primeiros bebês brasileiros da técnica de reprodução assistida (GIFT por Histeroscopia Modificado). Duas das suas produções científicas foram selecionadas para concorrer ao maior prêmio da Reprodução Humana no Brasil: Prêmio Campos da Paz.