O que eu fiz para a humanidade que talvez você não saiba
Telemedicina - o incrível mundo dos softwares que eliminam distâncias entre a assistência básica e o super-especialista.

Eu estava para completar 13 anos em 26 de julho de 1969. Dois dias antes, o homem acabara de realizar o inimaginável e, para alguns, até hoje inacreditável, pouso do homem na lua.
Sem a cibernética (1) seria impossível atingir aquela conquista.
Meu sonho era ser astronauta. Para isso eu precisaria me tornar um engenheiro eletrônico pelo ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) e ser oficial da AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) da aeronáutica.
Pensando em me antecipar ao curso de engenharia eletrônica, aos 17 anos resolvi estudar pela manhã na escola pública, à tarde um Curso Técnico em Eletrônica e à noite o curso pré-vestibular. Uma maratona de 13 horas de aula por dia.
Quando estava para me inscrever no concurso a 3.000 km da minha cidade, veio um pedido emocional: Meus pais pediram para eu não ir morar longe deles.
Tornei-me médico!
A cibernética não me abandonou.
Em 1985, 4 anos depois da minha formatura médica, época da reserva de mercado da informática, chegavam ao Brasil os primeiros microcomputadores, como eram conhecidos, para serem comercializados em escala industrial com o propósito de torná-los domésticos e acessíveis.
De imediato comprei um e instalei no meu consultório: um Unitron – Ap II; dois floppy disk; adaptei uma tv Phillips 17", preto e branco para monitor; uma impressora Mônica.
Provavelmente, eu fui o primeiro médico brasileiro a informatizar completamente o atendimento aos clientes no próprio consultório. Para cadastros e laudos, usei um banco de dados PFS e um editor de texto Magic Windows.
Logo no primeiro ano eu já tinha todo o consultório informatizado com cadastros relatórios, receitas e percebi que poderia usar o programa para dar diagnósticos médicos. Criei um banco de dados que eram alimentados com sintomas e sinais de doenças, arquivados e depois acessados, digitando o que os pacientes referiam.
Improvisando, em 1985, fiz o banco de dados dar os primeiros diagnósticos.
No início da década de noventa, comecei a pensar como o raciocínio humano utilizava as informações para processar uma resposta ou conclusão. Imaginei que poderia colocar esse raciocínio em um computador, caso decifrasse a lógica matemática de cada variável que a mente humana poderia processar, para emitir um parecer através da cibernética da Inteligência Artificial. Foi quando decifrei a lógica matemática das regras que ensinariam o computador a emitir hipóteses diagnósticas em ginecologia, endometriose e infertilidade.
Levei dois a três anos e entendi como cada variável era julgada matematicamente pelo meu cérebro. Entreguei a um mestrando e, além de orientador, tive a honra de participar da defesa da tese que foi laureada com um "Dez com Louvor".
Vislumbrei que poderia ajudar milhões de casais em todo o mundo e resolvi aprimorar o software através dos dados da anamnese e do exame físico. Desenhei um trabalho científico que, através de um estudo multicêntrico envolvendo Brasil, Estados Unidos e Chile, concluiu que a acurácia da ferramenta era igual à de um disciplinado especialista em reprodução humana.
O estudo foi escolhido para concorrer ao maior prêmio da reprodução humana no Brasil.
Quase uma década e meia após, resolvi desenvolver um software para a internet que não necessitasse do exame físico e passei a decifrar regras mais precisas, só utilizando a anamnese (perguntas que são feitas para obter uma hipótese diagnostica).
A ideia era ajudar o internauta a ter acesso a uma informação precisa em qualquer parte do mundo e rapidamente encontrar um profissional, na sua cidade ou próximo, que pudesse tratar precocemente as causas da infertilidade, porque havia uma demora e sofrimento de vários anos até o casal encontrar ajuda especializada.
Não parei mais de criar cálculos para INFERTILIDADE, ENDOMETRIOSE, OVULAÇÃO, MENOPAUSA, GESTAÇÃO EM SEMANAS, DATA DO PARTO, RESERVA DE ÓVULOS, IMC PARA INFERTILIDADE, QUANTO CUSTA UMA FERTILIZAÇÃO INVITRO etc.
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1. Substantivo feminino "Cib" - ciência que tem por objeto o estudo comparativo dos sistemas e mecanismos de controle automático, regulação e comunicação nos seres vivos e nas máquinas.
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Sobre o Autor
Entre em contato com o Dr. Marco Cavalcanti
Dr. Marco Cavalcanti
Criador do TESTEDEFERTILIDADE.COM.BR E FERTILITYCHECKONLINE.COM. Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e formado em Medicina Reprodutiva e Cirurgia da Reconstrução Pélvica pelo South Florida Institute for Reproductive Medicine nos Estados Unidos. Reproduziu num computador o raciocínio de um especialista, através de um software de Inteligência Artificial em Reprodução Humana e Endometriose. Autor do livro "Quero meu Bebê", é o responsável pela geração e nascimento dos primeiros bebês brasileiros da técnica de reprodução assistida (GIFT por Histeroscopia Modificado). Duas das suas produções científicas foram selecionadas para concorrer ao maior prêmio da Reprodução Humana no Brasil: Prêmio Campos da Paz.