O Vírus Zyca é a causa da "epidemia" de microcefalia?
Há relatos que não concordam.

Você sabe se está em condições de esperar para engravidar?
Vou comentar as consequências e os riscos de uma atitude, radical e desproporcional, diante dos dados que temos até o momento que escrevemos esse artigo.
Vou começar tranquilizando os leitores: Mesmo com os dados que estão "confirmados" de microcefalia por Zyca vírus no Brasil, os quais ainda não concordo porque não há confirmação absoluta, apenas "associação", ou seja, o vírus presente em menos de 50 bebês microcéfalos, a possibilidade de você ter um filho com microcefalia por Zyca seria de 0,00136. Ou seja, 99,99% de ter um bebê sem "microcefalia por Zyca".
Desde que tive a informação e as justificativas de que o vírus Zyca estava causando um aumento dos casos de microcefalia, passei a contestar tal afirmação, até que se comprove realmente a ETIOFISIOPATOGENIA, ou seja: Se o vírus Zyca é a causa, como age e quais são os mecanismos que levam à microcefalia.
Até o momento que escrevi esse artigo, 29 de março de 2016, não havia confirmação científica de causa e efeito.
A primeira publicação sobre minha opinião foi publicada em novembro de 2015 aqui no Teste de Fertilidade, onde sou presidente, e pode ser acessada clicando aqui - Lá escrevi:
"Apesar das evidências, não há dados suficientes para confirmar que o zyka como causa da microcefalia. É possível que algum fator individual ou um conjunto de fatores facilite o aparecimento da microcefalia. Até não sabermos exatamente o que está acontecendo, o ideal é a total atenção com o combate ao mosquito e a prevenção da picada."
A segunda opinião foi publicada em dezembro de 2015 (clique aqui para ler) - Lá também escrevi:
"Sem ainda sabermos, pelo menos não está amplamente publicado, em quais condições de habitação, nutrição, hábitos, higiene, cuidados com a saúde, escolaridade, renda familiar, uso de drogas lícitas e ilícitas, além de vários outros fatores que podem influenciar direta ou indiretamente a microcefalia com ou sem o vírus Zyka, jogam uma notícia de que "a população deve evitar engravidar".
Automaticamente vem a pergunta:
- "Por quanto tempo?"
Em ambas eu manifestei a minha preocupação com os métodos utilizados na divulgação precipitada que, sem os cuidados necessários para evitar o pânico, "amedrontou" a população, desde quando não havia, como ainda não há, qualquer prova de causa e efeito que o vírus Zyca é o causador da microcefalia nos bebês.
É claro que há indícios.
Mas não existe a certeza!
Se não existia a certeza, a notícia deveria ter sido dada com a cautela que a gravidade merece.
Aconselho a leitura dos artigos para vocês entenderem minha preocupação.
Só quatro meses depois, as medidas corretas e efetivas foram tomadas para combater a verdadeira catástrofe: milhões de brasileiros sofrendo, que sofreram e sofrerão com a Dengue, Chicungunya e Zica.
As pesquisas com o Zyca devem continuar para saber se realmente tem causa e efeito com a microcefalia.
Os cuidados têm que ser redobrados para evitar a transmissão e isso é plenamente possível.
O vírus ebola, muito mais grave, foi controlado na África. Mas o Brasil sofre há décadas com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Mas os "Relatos que não concordam" que escrevi no título podem ser lidos nos dois links abaixo:
1. Uma vacinação em massa em Pernambuco pode ser a provável causa. (clique para ler)
Vale à pena ler e informar-se.
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Sobre o Autor
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Dr. Marco Cavalcanti
Criador do TESTEDEFERTILIDADE.COM.BR E FERTILITYCHECKONLINE.COM. Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e formado em Medicina Reprodutiva e Cirurgia da Reconstrução Pélvica pelo South Florida Institute for Reproductive Medicine nos Estados Unidos. Reproduziu num computador o raciocínio de um especialista, através de um software de Inteligência Artificial em Reprodução Humana e Endometriose. Autor do livro "Quero meu Bebê", é o responsável pela geração e nascimento dos primeiros bebês brasileiros da técnica de reprodução assistida (GIFT por Histeroscopia Modificado). Duas das suas produções científicas foram selecionadas para concorrer ao maior prêmio da Reprodução Humana no Brasil: Prêmio Campos da Paz.